Uns versos de Pessoa…

 Quando as crianças brincam

Eu as oiço brincar,

Qualquer coisa em minha alma

Começa a se alegrar

E toda aquela infância

Que não tive me vem,

Numa onda de alegria

Que não foi de ninguém.

[…]

(Pessoa, 1965)

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Comportamento desafiador em crianças

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Quando o transtorno se arrasta no tempo…

Cabe lembrar que um determinado número (não a maioria) de crianças com comportamento de oposição evolui para alterações mais sérias do comportamento que configuram um Transtorno de Conduta.

Para mais esclarecimentos sobre transtornos de conduta, clique aqui.

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Dá que pensar…

“Oppositional defiant disorder (ODD) is a behavioral disorder that affects around 20% of the school-aged population in the United States.”

Saiba mais clicando aqui.

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Que tratamento?

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What is oppositional defiant disorder?

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Conviver com o Desafio

Sou docente de Educação Especial e lido diariamente com um aluno com Transtorno de Oposição e Desafio, associado à hiperactividade e impulsividade (de acordo com diversos estudos).

Realmente é um grande desafio, não só para ele, aluno, mas também para mim que tenho que repensar inúmeras vezes as estratégias a utilizar durante a hora em que estou com ele.

O aluno não consegue lidar com o facto de ser contrariado, mesmo com simples pedidos como despir a sua camisola porque está calor ou porque está a transpirar. Simplesmente não a despe e, se insisto, primeiro começa a chorar (sem lágrimas) e depois grita, afastando-me e empurrando-me. Chega, por vezes, a agredir-me com socos e pontapés, e/ou atira-se para o chão a espernear e a gritar.

Como é que eu lido com a situação? Tenho de reagir de forma rápida e o mais eficaz possível. Ora ignoro os seus gritos e birras no chão, ora lhe tiro os sapatos para não dar pontapés, facto que o deixa imobilizado e a choramingar por eles, pois não gosta que mexam nas suas coisas. Quando se acalma, pede desculpa, conversamos e promete que não faz mais… até à próxima vez, que pode ser logo a seguir… quando regressa à sua sala… porque só está bem onde não está…

Diariamente exercitamos o modo como o aluno deve lidar com a sua frustração, negociando actividades: “vamos fazer este jogo, depois podes pintar” (actividade da sua preferência). Tenta sempre “fugir” ao que não lhe interessa, mas eu mantenho com firmeza a actividade proposta, firmeza aliada a muito afecto, tudo com bom senso, claro!

Foge constantemente da sala de aula e da minha sala,  mesmo que mude de actividade várias vezes. Começou por 15 minutos, 20 e agora consigo que se mantenha dentro da sala 45 minutos sem entrar em crise. Vitória! Pequena, mas já é muito boa !

É um desafio constante ser desafiada diariamente, é uma luta grande, lenta e penosa, mas da qual se vão colhendo pequenos frutos, criando-se uma ligação de afectos… o princípio de tudo!

O importante é não desistir…

Claudia Fernandes

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